O presente consiste, pra mim, em reviver o passado e imaginar um futuro próximo. Eu vivo o agora, e gosto disso, mas as lembranças que passam pela minha cabeça são bastante insistentes... Não sei porquê elas aparecem e trazem consigo algo de amedrontador entre o que fui e o que serei.
Houve um tempo em que eu era feliz com minha vida, e acreditava querer viver assim pra sempre. Nada demais acontecia, eu levava a vida adiante empurrando as horas com coisas vazias, sem sentido. Sentimentos eram menosprezados quando deveria me importar. Meu coração era meu, só meu, o amor próprio e orgulho eram minha armadura quando as coisas ameaçavam ficar intensas, sentia que era forte, determinado e não me deixaria abater por muita coisa. Eu não tinha muitos amigos, nem um melhor amigo que eu pudesse contar em qualquer situação... Tive que me auto-aconselhar, e assim andar por caminhos pelos quais não quis.
Deixei de ser apático, não sei exatamente desde quando. Talvez tenha começado quando percebi que tudo que era sério merecia mais importância. Senti algo bom, surgiram um turbilhão de idéias e pensamentos que nunca tinham passado por minha cabeça antes. Coisas mínimas, que eram despercebidas por qualquer um, tornaram-se motivo para reflexão. Criaram-se em mim novos pontos de vista que, em comparação aos de antes, não são corretos apenas pra mim.
Descobri um lugar onde me coloco de lado, pelo bem estar de quem eu gosto, me importo. Isso costuma ser bom, mas colocar meu ego de lado pelos outros é complicado. Eu não deveria, mas costumo achar que as coisas têm que ser recíprocas. Aí eu erro e sofro. Me sinto inseguro, sempre. Faço tudo que julgo ser possível e suficiente, mesmo assim ainda sinto como se não fosse o bastante. Às vezes ouço que sou sim, o bastante e ainda mais que isso... Vivo os melhores momentos da minha vida, mas sempre com esse peso sobre minhas costas. Não é fácil viver assim mas eu tento, e consigo.
Só quero tentar parar de pensar no que vem por aí, e conseguir...
Who's gonna read?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Cara
Estou aqui, sentado, desocupado e nostálgico. Me peguei vasculhando nossas conversas antigas e me surpreendendo com a maneira como éramos. Qualquer um que visse o que estou lendo agora acharia muito piegas os acontecimentos rotineiros e as birras sem sentido...
Pra nós, tudo era tão intenso e verdadeiro. As coisas simples do dia-a-dia eram expressas com um sarcarsmo inocente, você sabia como manter meu interesse. Se por algum motivo, ou não, as coisas saíssem de controle e eu me sentisse ofendido, bastava uma palavra ou um simples símbolo para que você me tivesse de volta, por completo. E não me arrependo disso, era recíproco. Tantas coisas tive que ouvir... Outras tive que aguentar, baseado no respeito aos meus sentimentos. Sentimentos tão únicos que faziam o destrato mútuo tornar-se engraçado.
Duas pessoas tão incríveis e apaixonadas, não sabiam mais como expressar tamanha admiração, que achavam no menosprezo inocente uma maneira engraçada de elogiar. Fui feio, sabendo que você olhava pra mim e via uma beleza além da exterior... Fui fedorento, enquanto você não conseguia esquecer as lembranças do meu perfume... Fui egoísta, pois você sabia que eu te colocava sempre em primeiro plano.
Infelizmente, cumpriu-se nosso ciclo. Não haverão mais piadas com o erótico, nem com o romântico. Muito menos, previsões sobre nosso futuro. Pelo menos, uma coisa é fato: perdi o medo, já posso dizer. Uma dor surpresa fez isso.
Posso falar? Eu te amei, daquele jeito. E, olha: Eu te amo, desse jeito. Do jeito que entende o que você pode estar pensando agora e acha importante que nosso sentimento não tenha sido em vão. E preza pela sua presença.
Você não pode sumir da minha vida, cara, eu preciso que você esteja aqui.
Pra nós, tudo era tão intenso e verdadeiro. As coisas simples do dia-a-dia eram expressas com um sarcarsmo inocente, você sabia como manter meu interesse. Se por algum motivo, ou não, as coisas saíssem de controle e eu me sentisse ofendido, bastava uma palavra ou um simples símbolo para que você me tivesse de volta, por completo. E não me arrependo disso, era recíproco. Tantas coisas tive que ouvir... Outras tive que aguentar, baseado no respeito aos meus sentimentos. Sentimentos tão únicos que faziam o destrato mútuo tornar-se engraçado.
Duas pessoas tão incríveis e apaixonadas, não sabiam mais como expressar tamanha admiração, que achavam no menosprezo inocente uma maneira engraçada de elogiar. Fui feio, sabendo que você olhava pra mim e via uma beleza além da exterior... Fui fedorento, enquanto você não conseguia esquecer as lembranças do meu perfume... Fui egoísta, pois você sabia que eu te colocava sempre em primeiro plano.
Infelizmente, cumpriu-se nosso ciclo. Não haverão mais piadas com o erótico, nem com o romântico. Muito menos, previsões sobre nosso futuro. Pelo menos, uma coisa é fato: perdi o medo, já posso dizer. Uma dor surpresa fez isso.
Posso falar? Eu te amei, daquele jeito. E, olha: Eu te amo, desse jeito. Do jeito que entende o que você pode estar pensando agora e acha importante que nosso sentimento não tenha sido em vão. E preza pela sua presença.
Você não pode sumir da minha vida, cara, eu preciso que você esteja aqui.
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